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CAMINHONEIROS ANUNCIAM GREVE AOS MOLDES DE 2018

Caminhoneiros falam em greve por questão de sobrevivência e governo se preocupa com efeitos nas eleições de 2022

Com o anúncio de uma nova paralisação dos caminhoneiros em 1º de novembro, aos moldes da greve de 2018, um dos principais líderes, Wallace Landim, afirmou que não há motivos para se preocupar com um possível desabastecimento dos hospitais em meio à pandemia da Covid-19, caminhões com estas cargas poderão passar.


Chorão que é presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), caminhões que carregam insumos hospitalares poderão furar a paralisação, a fim de evitar mais um colapso no sistema de saúde do país.


“Em 2018, as mercadorias essenciais, como insumos de hospitais, foram liberadas para andar, agora isso também acontecerá – ainda mais em um momento de pandemia”

Em maio de 2018, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), representante de 107 estabelecimentos, informou que diversos hospitais precisaram adiar as cirurgias eletivas para dar lugar aos atendimentos de urgência, por falta de insumos, gases medicinais ficaram com “estoques limitados”, o que afetou pacientes internados em UTI. Outro problema foram as refeições dos pacientes, que precisaram ser adaptadas em razão da escassez na entrega de alimentos frescos.


Uma reunião entre lideranças de caminhoneiros de todo o país, realizada no Rio de Janeiro nesse sábado (16/10), definiu que a categoria está agora em “estado de greve” por 15 dias. Caso as reivindicações do grupo, que incluem a queda do preço do diesel, não sejam atendidas, toda a categoria vai parar em 1º de novembro, em todos os Estados mais o distrito federal.


Os caminhoneiros insistem, entre outros pedidos, como a volta da aposentadoria especial – concedida depois de 25 anos de contribuições previdenciárias – e na tabela de frete, o chamado “piso mínimo”, que hoje está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).


“O objetivo da greve é realmente lutar pela nossa sobrevivência, porque temos a informação de que a gasolina ia subir mais 8% até dezembro. Eles [o governo] não estão preocupados com o trabalhador, são negacionistas”, disse Chorão.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que muda o cálculo da tributação, na tentativa de reduzir os custos da gasolina e do diesel. A proposta, que agora corre no Senado, determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores, porém economista já falam que a medida será ineficaz após um ano.


Atualmente, esse imposto aplicado nos combustíveis tem como referência o preço médio da gasolina, do diesel e do etanol nos 15 dias anteriores em cada estado. Isso significa que, a cada 15 dias, a base de cálculo muda, o que leva à oscilação no preço.


Para Chorão, contudo, a solução é ineficaz. “A proposta que está sendo feita pelo governo é nada mais do que transferência de responsabilidade para os governadores. Não vai adiantar a longo prazo”, declarou.

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