Vídeo de Eduardo Paes imitando pessoa com deficiência em camarote gera onda de críticas por capacitismo
- RJ

- há 1 dia
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), está no centro de uma nova polêmica após a divulgação de um vídeo em que aparece imitando uma pessoa cega durante os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. O registro, que viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (17), gerou forte reação de entidades de defesa dos direitos das Pessoas com Deficiência (PcDs) e de opositores políticos.
O Flagrante
Nas imagens, gravadas em um dos camarotes mais badalados do Sambódromo, Paes aparece gesticulando com os olhos cerrados e movendo as mãos como se estivesse tateando o espaço, em uma clara alusão a alguém com deficiência visual. O gesto ocorre em um momento de descontração entre convidados, mas a repercussão fora do cercadinho VIP foi imediata e severa.
Reações e Acusações de Capacitismo
Lideranças de movimentos ligados à acessibilidade classificaram a atitude como "capacitista" — termo usado para descrever o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência.
Contexto Político
O episódio ocorre em um momento sensível para o prefeito, que vinha tentando consolidar sua imagem como gestor inclusivo. Opositores aproveitaram o deslize para questionar as políticas de acessibilidade da prefeitura, alegando que o gesto reflete uma "falta de empatia real" que se traduziria também nos problemas de infraestrutura urbana para PcDs no Rio.
Até o momento, a assessoria de Eduardo Paes não emitiu uma nota oficial detalhada sobre o vídeo, embora aliados próximos tentem minimizar o ocorrido, classificando-o como um "momento de brincadeira tirado de contexto". No entanto, para especialistas em direitos humanos, o simbolismo da imitação reforça estigmas que o movimento PcD luta há décadas para erradicar.
Desgaste na Imagem
Este não é o primeiro ruído de imagem de Paes durante o Carnaval, mas é o primeiro que toca diretamente na pauta da dignidade humana e inclusão social de forma tão explícita. O impacto político do vídeo ainda está sendo mensurado, mas a cobrança por um pedido de desculpas público cresce a cada hora nas plataformas digitais.






















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