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RELATÓRIO FINAL DA CPI DOS INCÊNDIOS É APROVADO EM PLENÁRIO

14 de dez. de 2021
2 min de leitura

A medida será promulgada pelo presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), e publicada no Diário Oficial do Legislativo nos próximos dias

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou os recorrentes incêndios no estado - projeto de resolução 535/21 - foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta terça-feira (14/12), em discussão única. O documento solicita ao Ministério Público o indiciamento de 19 pessoas envolvidas nos incêndios do Ninho do Urubu (fevereiro de 2019), do Hospital Badim (setembro de 2019), e da Whiskeria Quatro por Quatro (outubro de 2019). A medida será promulgada pelo presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), e publicada no Diário Oficial do Legislativo nos próximos dias.


“Fechamos esse trabalho com um importante encaminhamento. Agradeço a todos os deputados que de alguma forma participaram das nossas reuniões e estiveram presentes nas vistorias”, declarou o deputado Alexandre Knoploch (PSL), presidente da CPI, na última audiência, realizada em março deste ano.

Segundo o relatório, foram ouvidas 86 pessoas, entre autoridades, especialistas e parentes das vítimas. Também foram realizadas vistorias, como no caso do Hospital Badim, localizado no bairro da Tijuca. Lá foi constatado que a unidade mantinha no subsolo, sem o cumprimento dos requisitos de segurança, um gerador de energia movido a combustível líquido, que era ligado todos os dias para economizar na conta de luz. “Verificamos com as visitas que grande parte dos hospitais da rede pública do Rio não cumprem as exigências previstas no código de segurança do Corpo de Bombeiros e pedimos mudanças em relação a isso”, salientou o presidente da comissão.


Nomes retirados do relatório

A pedido do deputado Rodrigo Amorim (PSL), relator da CPI, foram retirados três nomes da sugestão de indiciamento, todos ligados ao incêndio do Ninho do Urubu, que ocorreu em 2019 e vitimou dez atletas da base do time. São eles: o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que esteve à frente do clube até 2018; do ex-vice-presidente de patrimônio do clube, Alexandre Wrobel; e do monitor Marcos Vinicius.


“Ouvimos essas pessoas e tivemos de utilizar, inclusive, de condução coercitiva para ter a presença do Alexandre na comissão. Mas entendi a explicação do deputado Amorim que considerou que essas pessoas não provocaram diretamente o incêndio. Por isso, concordei que seus nomes fossem retirados do relatório”, concluiu Knoplock.


A CPI dos incêndios teve seu trabalho ampliado devido a suspensão dos prazos regimentais devido à pandemia do coronavírus. Os trabalhos duraram aproximadamente 17 meses, sendo encerrados em março deste ano, com a aprovação do relatório final de 500 páginas pelos integrantes da CPI. Além de Knoploch e Amorim, ambos do PSL, também participaram da CPI os seguintes parlamentares: Subtenente Bernardo (PTB), Márcio Canella (MDB), Danniel Librelon (REP), Alexandre Freitas (Pode) e Tia Ju (REP).

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