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O "Cinturão Conservador": Direita articula Castro e Canella ao Senado enquanto Flávio Bolsonaro mira o Planalto

  • Foto do escritor: RJ
    RJ
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O cenário político no estado que é o berço do bolsonarismo acaba de ganhar contornos definitivos para 2026. Em uma movimentação estratégica coordenada pela cúpula do PL e do União Brasil, a direita fluminense prepara uma "chapa pesada" para o Senado, composta pelo governador Cláudio Castro e pelo atual prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella.

A engenharia política foi facilitada por um movimento nacional: a decisão do senador Flávio Bolsonaro de consolidar sua pré-candidatura à Presidência da República. Com Flávio fora da disputa pela reeleição ao Senado para tentar herdar o espólio do pai no Planalto, abriu-se o espaço ideal para que Castro e Canella unam forças em uma dobradinha que visa o domínio absoluto das duas vagas disponíveis.


Márcio Canella: A força da Baixada no jogo nacional

O fortalecimento de Márcio Canella (União Brasil) não é por acaso. Eleito prefeito de Belford Roxo em 2024 com uma vitória esmagadora no primeiro turno (mais de 60% dos votos), Canella consolidou-se como o principal cacique político da Baixada Fluminense.

Sua gestão à frente de um dos maiores colégios eleitorais do estado serve agora como a mola propulsora para o Senado. Ao contrário de tentativas anteriores, Canella chega para a disputa com:

  • Máquina Municipal: O controle de uma prefeitura estratégica na Baixada.

  • Aliança com o Palácio Guanabara: A simbiose com Cláudio Castro garante a capilaridade necessária tanto na capital quanto no interior.

  • Apoio da Base Bolsonarista: Identificado com as pautas conservadoras, ele é visto como o nome capaz de manter a Baixada como o "muro de arrimo" da direita no Rio.


Cláudio Castro e o Legado no Berço do Movimento

Para o governador Cláudio Castro, a ida ao Senado é o passo natural para manter sua influência após deixar o governo em abril de 2026. Castro aposta na narrativa de que o Rio de Janeiro precisa de uma bancada "blindada" em Brasília para proteger o estado, que historicamente projeta as tendências da direita nacional.

"A meta é clara: garantir que o Rio continue sendo a vitrine do conservadorismo. Com Flávio disputando a Presidência, o estado precisa de dois nomes de confiança total no Senado para dar sustentação ao projeto", revela uma fonte ligada ao União Brasil.

O Rio como Termômetro para 2026

A estratégia de lançar dois nomes fortes ao Senado, enquanto Flávio Bolsonaro se projeta nacionalmente, visa isolar as tentativas de avanço da esquerda no Rio. O estado, que deu a maior vantagem proporcional a Jair Bolsonaro em eleições passadas, é tratado como território sagrado onde a divisão de votos não será tolerada.

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