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Espaços públicos do Rio poderão ser obrigados a exibir orientações sobre identificação de AVC

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    RJ
  • há 6 dias
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Foto: Octacílio Barbosa.
Foto: Octacílio Barbosa.

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pretende ampliar o acesso da população a informações seguras sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC). O PL nº 6732/2025 torna obrigatória a afixação de placas ou cartazes explicativos em locais públicos e privados de grande circulação, com orientações sobre como identificar os principais sinais da doença.

De autoria do deputado estadual Daniel Martins (União), a proposta prevê a instalação do material informativo em estações e terminais de transporte coletivo, escolas e instituições de ensino, hospitais e clínicas, shoppings e grandes centros comerciais, prédios públicos e órgãos governamentais, supermercados, grandes lojas de varejo, academias, centros esportivos, além de bares, restaurantes e padarias.

Os cartazes devem conter informações claras sobre o que é o AVC, seus principais sintomas e como agir diante de uma suspeita. Entre os sinais que deverão constar estão fraqueza ou dormência repentina em um lado do corpo, dificuldade súbita para falar ou compreender a fala, perda repentina da visão em um ou ambos os olhos, dificuldade para caminhar, vertigem, perda de equilíbrio ou coordenação, além de dor de cabeça intensa e súbita, sem causa aparente. Também será obrigatória a indicação dos contatos dos serviços de emergência.

Segundo o autor da proposta, a medida busca reduzir os danos causados pela falta de informação. “O Acidente Vascular Cerebral é uma emergência médica que pode causar sequelas graves ou levar à morte quando não identificado rapidamente. A detecção precoce é fundamental para melhorar o prognóstico, mas o desconhecimento dos sinais e sintomas ainda é predominante na população, o que acaba atrasando o atendimento”, explica Daniel Martins.

Caso em reality show reacende debate sobre desinformação em emergências

O debate sobre a necessidade de informações corretas em situações de emergência ganhou força após um episódio ocorrido no último dia 15 de janeiro, durante o Big Brother Brasil. Um dos participantes sofreu uma crise convulsiva, e o áudio do programa registrou um colega orientando que fosse “segurada a língua” da pessoa, conduta que contraria as recomendações médicas.

Para o deputado, o episódio evidencia os riscos da desinformação. “É fundamental que a população saiba como agir em situações de emergência, mesmo quando a única atitude correta é acionar o socorro e aguardar atendimento especializado. O que não podemos permitir é a disseminação de orientações equivocadas ou a incapacidade de reconhecer o que está acontecendo”, afirmou.

Martins reforça que, no caso do AVC, o tempo é decisivo. “Quanto mais rápido o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação completa. Por isso, é primordial que todos estejam atentos aos sinais e sintomas”, concluiu.

O Projeto de Lei será analisado por seis comissões permanentes da Alerj antes de seguir para votação em plenário.

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