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COMISSÕES DA ALERJ AVALIAM PROPOSTA DA SES DE DESATIVAÇÃO DO HOSPITAL GÉLIO ALVES FARIA

Projeto da secretaria é criar centro de diagnóstico e imagem no lugar da unidade de Casimiro de Abreu

Parlamentares, órgãos estaduais e representantes da sociedade civil discutiram, nesta sexta-feira (24/09), proposta da Secretaria de Estado de Saúde (SES/RJ) de desativar leitos do Hospital Estadual Gélio Alves Faria, no município de Casimiro de Abreu. No local seria implantado um centro de diagnóstico e imagem. A audiência pública virtual foi promovida pelas comissões de Saúde e de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).


O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, deputado Waldeck Carneiro (PT), explicou que, desde 2013, o hospital passou por processo de redução de atividades, interrompendo procedimentos cirúrgicos e realização de exames. “A unidade já foi muito importante para Casimiro de Abreu e para toda aquela região. Atualmente está limitada ao atendimento laboratorial, e ainda assim com restrições”.


O parlamentar, que visitou a unidade de saúde em julho deste ano, constatou que há uma demanda social da região para que o hospital retome todas as atividades. No entanto, a proposta apresentada pela Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, é de que a unidade deixe de ser um hospital com leitos de internação para se tornar um centro de diagnóstico e de imagem, incluindo uma escola técnica.


“A estrutura e o tamanho da área vai se adequar melhor a um centro de diagnóstico. Ao mesmo tempo, a gente esteve em outros municípios da Baixada Litorânea para avaliar unidades da rede, que estão ampliando leitos e sendo reformuladas para atender a região”, explicou Cláudia Mello, secretária adjunta de Atenção à Saúde da SES/RJ.

Para representantes do Movimento em Defesa do Hospital Gélio Alves Faria, o projeto da SES/RJ não representa os interesses da população local. “O hospital é viável desde que se implante uma diretoria com seriedade e com um programa integrado à assistência da Baixada Litorânea. A região cresceu junto com o hospital e se sentia muito bem protegida.


Agora temos que nos deslocar para outros municípios para receber tratamento”, contestou a profissional de saúde Magda Adenisia, que trabalhou por cinco anos na unidade de saúde.

“A modelagem pensada para o hospital, tornando um centro de diagnóstico e imagem, não atende o desejo, nem as necessidades que aquela comunidade idealizou para a unidade hospitalar”, disse presidente da Comissão de Saúde, deputada Martha Rocha (PDT), que propôs reunião com os secretários municipais de Saúde da região para debater possíveis soluções para o hospital. Também estava presente na reunião o deputado Rubens Bomtempo (PSB), membro de ambas as comissões parlamentares.

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