BUSCAS A SERIAL KILLER REACENDEM DISCUSSÃO SOBRE PENA DE MORTE
- Alana Oliveira

- 21 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
Políticos bolsonaristas cogitam a morte de serial killer Lázaro Barbosa

As buscas da polícia ao assassino em série Lázaro Barbosa, acusado de matar cinco pessoas nas últimas duas semanas, e que vem fugindo há 13 dias no estado de Goiás, tem gerado discussões a respeito da legislação no país. Nas redes sociais, políticos bolsonaristas já se pronunciaram pedindo mudanças no Código Penal.
O deputado estadual Filippe Poubel (PSL) está fazendo uma enquete perguntando a opinião dos internautas. Defensor da implementação da pena de morte no país, Poubel critica as “saidinhas” a que presos têm direito em datas comemorativas.
“Regime semiaberto e saidão de Páscoa não converteram Lázaro enquanto estava preso, a cadeia não o reintegrou. Esse verme tem que ser abatido”, escreveu Poubel em suas redes sociais.
O líder do PSL na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Charlles Batista, disse concordar com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que defende a morte do serial killer do Distrito Federal. “Se for para deixar vivo e continuar a matar e estuprar eu prefiro que a polícia encontre-o antes que ele encontre as verdadeiras vítimas”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro.
Neste fim de semana, o presidente também utilizou as suas redes sociais para comentar o caso. A deputada estadual Alana Passos (PSL) compartilhou o vídeo de Jair Bolsonaro no qual ele afirma que a prisão de Lázaro é “questão de tempo” e desejou boa sorte aos policiais que estão em sua captura. A operação de buscas conta com cerca de 300 agentes.
Coordenador da bancada federal do Rio de Janeiro no Congresso Nacional, o deputado Sargento Gurgel (PSL) compartilhou um cartaz com fotos de Lázaro Barbosa com a inscrição procurado, e aproveitou para criticar com ironia quem é contra o porte de armas. Durante a fuga, o criminoso fez uma família de refém e feriu um policial a tiro.
“Pra você que é contra o porte de armas! Quando um desse aparecer na sua casa: dê flores e faça um café”, ironizou Sargento Gurgel, autor do projeto de lei 443/2019, que considera terrorismo o ataque à vida de policiais.

















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