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Administração Pública estadual pode ser proibida de celebrar contratos com empresas envolvidas em graves violações de direitos humanos

  • Foto do escritor: RJ
    RJ
  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Proposta do deputado Daniel Martins busca impedir que recursos públicos beneficiem organizações ligadas a crimes contra a humanidade

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A Administração Pública Direta e Indireta do estado do Rio de Janeiro poderá ser proibida de firmar contratos ou participar de processos licitatórios com empresas públicas ou privadas envolvidas em graves violações de direitos humanos. A mudança será possível devido ao Projeto de Lei Nº 6700/2025, que tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

De autoria do deputado Daniel Martins (União), a proposta considera como grave violação os crimes contra a humanidade, inclusive os crimes de apartheid e de genocídio. Qualquer tipo de envolvimento direto ou indireto das empresas com tais práticas — seja execução, apoio financeiro, logístico, tecnológico, comercial ou qualquer outra forma de contribuição — será considerado. A proibição também se estende às controladoras, coligadas, subsidiárias, consórcios e demais integrantes do mesmo grupo econômico da empresa envolvida.

“Nossa proposta busca garantir que recursos públicos não sejam direcionados, direta ou indiretamente, a empresas envolvidas em práticas que atentam contra a dignidade humana e o direito internacional. É uma medida de responsabilidade ética, legal e política, que visa proteger a integridade das políticas públicas e a moralidade administrativa, princípios consagrados na Constituição”, afirmou o deputado.

O Projeto também estabelece que contratos vigentes que contrariem a futura legislação deverão ser revisados no prazo máximo de 180 dias após a publicação da Lei. Caso a norma seja descumprida, os contratos serão desfeitos, o agente público envolvido poderá ser responsabilizado administrativa, civil e penalmente, e a empresa contratada estará sujeita às sanções previstas nas normas de licitações e contratos.

Segundo Martins, “ao impedir contratos com empresas envolvidas em graves violações de direitos humanos, a proposta fortalece a atuação da Administração Pública em consonância com os valores da justiça, da solidariedade internacional e do bem comum”. O deputado também afirma que o Projeto promove a transparência na contratação pública, estabelece mecanismos objetivos de fiscalização e assegura o devido processo legal para todas as partes.

A proposta será analisada pelas Comissões da Alerj antes de seguir para votação em Plenário.

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