Acuado no Congresso: Flávio Bolsonaro é desmascarado em plenário por áudios do "Caso Master"
- RJ
- há 16 horas
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Vídeo: Metrópoles.
O plenário do Congresso Nacional virou palco de um verdadeiro massacre político nesta quinta-feira (21). Durante a sessão conjunta para a votação de vetos presidenciais, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) encurralou e desestruturou completamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deixando o parlamentar de oposição sem respostas diante das graves denúncias do escândalo envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O confronto, que parou as atividades legislativas, expôs a fragilidade da defesa de Flávio. Lindbergh subiu à tribuna com tom agressivo e cirúrgico, expondo os áudios vazados em que o senador supostamente trata de repasses milionários com o banqueiro. Ao jogar na cara de Flávio frases explícitas como "irmãozão, com a gente não tem meia conversa", o petista neutralizou qualquer tentativa de reação ensaiada da oposição.
"Vossa Excelência não vai conseguir ficar sentado em cima dessa CPI", disparou Lindbergh, apontando diretamente para o senador, que assistia visivelmente desconfortável. "Não tem jeito de não instalarmos essa CPMI. Nós não estamos fazendo jogo de cena. É a família Bolsonaro envolvida no crime, na bandidagem, na extorsão (...) CPMI já!"
Argumentos de Flávio viram fumaça no plenário
Visivelmente pego de surpresa pela contundência do ataque, Flávio Bolsonaro tentou recorrer à velha tática de desvio de foco. O senador buscou atacar o governo, alegando que o presidente Lula teria se reunido fora da agenda com o mesmo banqueiro, e tentou lançar um blefe, desafiando a esquerda a assinar o requerimento da CPMI para tentar posar de quem "não deve, não teme".
A estratégia de Flávio, no entanto, foi imediatamente desmontada por Lindbergh. Em uma tréplica demolidora, o deputado petista desmascarou o blefe no ato, mostrando que as assinaturas da base governista já estavam coletadas e protocoladas, restando apenas a leitura oficial. Sem argumentos para rebater o fato consumado, Flávio foi isolado na discussão, restando-lhe apenas protestar de forma protocolar enquanto o plenário reagia ao seu recuo.
O peso das acusações que encurralaram o senador
O nocaute político imposto por Lindbergh reflete o peso das investigações que sufocam o clã Bolsonaro. O deputado relembrou os dados da Polícia Federal e do portal The Intercept, que apontam que Flávio teria pedido R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse nos EUA, tendo recebido efetivamente R$ 61 milhões.
Para piorar a situação do senador, Lindbergh revelou no plenário que já acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo medidas drásticas contra Flávio:
Retenção imediata do passaporte;
Bloqueio total de bens;
Investigação sobre lavagem de dinheiro através de remessas ocultas ao exterior.
Ao final do embate, a sensação nítida no Congresso era de que a armadura política de Flávio Bolsonaro sofreu uma fissura irreparável. Enquanto o presidente da sessão, Davi Alcolumbre, tentava abafar o caso para dar prosseguimento à pauta, Lindbergh desceu da tribuna ovacionado por seus pares, tendo dominado completamente a narrativa e empurrado o filho do ex-presidente para as cordas.











