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Crise na Saúde: Deputada denuncia irregularidades trabalhistas e indícios de crime no Hospital Regional Dr. Zilda Arns

  • Foto do escritor: RJ
    RJ
  • 1 de jun.
  • 2 min de leitura

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Hospital Regional Dr. Zilda Arns Neumann, uma das principais unidades de saúde e referência para o atendimento médico no Médio Paraíba fluminense, está no centro de uma grave crise de gestão. Uma fiscalização recente realizada pela deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) expôs uma série de problemas contratuais, falta de pessoal e indícios de crimes financeiros perpetrados contra os trabalhadores da unidade.

Durante a vistoria, motivada por inúmeras queixas de profissionais de saúde, a parlamentar constatou um cenário alarmante de abandono administrativo. De acordo com os relatos recolhidos, a Organização Social (OS) "IDEAS", que anteriormente geria os recursos humanos do hospital, deixou a unidade sem honrar os direitos rescisórios e verbas trabalhistas de centenas de funcionários após o encerramento do contrato.


Desvio de Empréstimos Consignados: Indício de Crime Grave

A denúncia mais contundente envolve a retenção ilegal de valores financeiros. Segundo a deputada, a OS IDEAS realizava o desconto de parcelas de empréstimos bancários diretamente na folha de pagamento dos funcionários, contudo, o montante não era repassado às instituições financeiras.

"Isso é crime grave e precisa ser apurado. A organização social retirou o dinheiro na folha de pagamento durante vários meses e não fez o repasse para as instituições bancárias. As pessoas hoje, sem dinheiro e sem rescisão, estão tendo que arcar com a cobrança de empréstimos que já foram pagos via desconto. Queremos a devolução do dinheiro!", protestou Enfermeira Rejane, exigindo rigor das autoridades na investigação.

Nova Gestão Sob Alerta e Precarização do Trabalho

O Hospital Zilda Arns, assim como outras 42 unidades estaduais, passou a ter o contrato gerido por meio da Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Recentemente, a OS "Tuise" assumiu a operação terceirizada da unidade, mas, em apenas dois meses de atuação, já acumula críticas severas da fiscalização.

Conforme apontado na vistoria, a nova gestora tem implementado práticas de "quarteirização" para os profissionais de enfermagem e "pejotização" (contratação via PJ, sem garantias da CLT) para médicos e outros setores da saúde. "Eticamente, sabemos que isso é muito ruim. As pessoas ficam sem nenhuma garantia trabalhista", alertou a parlamentar.

Além da precarização dos vínculos de trabalho, a deputada denunciou falhas graves no dimensionamento das equipes, resultando em desfalque de pessoal na unidade e comprometendo a capacidade de atendimento ao público. Relatou-se também que, durante o período da tarde, a equipe de fiscalização encontrou a área administrativa praticamente vazia, evidenciando lacunas no gerenciamento cotidiano do hospital.


Próximos Passos

O mandato da deputada federal informou que encaminhará as denúncias formais aos órgãos de controle — incluindo o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) — para que as OS envolvidas sejam devidamente responsabilizadas e para garantir o pagamento imediato dos direitos subtraídos dos trabalhadores.

Até o fechamento desta reportagem, a OS IDEAS e a OS Tuise não haviam se manifestado publicamente sobre as declarações. O espaço segue aberto para os posicionamentos oficiais das defesas.

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